Final de Julho, tem destes cheiros... Existe um vento familiar que me despenteia a alma. O frenesim do costume, por saber que a lua nova está aí. E este lunário, não durará mais que umas vinte e quatro horas. Todos os dias...
O mar baralha-se, como um novo jogo de cartas. E vamos apostando. Esperando. Lançando os dados, constantemente. Inalando e tampando os olhos. Ansiando ver a cor do prémio com sabor a uma despedida, a fingir. A chuva cai, miudinho e lava as páginas até não haver mais traço. O começo, são todos os momentos.
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Wednesday, 22 July 2009
Saturday, 9 May 2009
Tuesday, 5 May 2009
Neon blue
Constrói-me uma jaula de néon onde existam saídas, inúmeras... para eu te poder fugir, evitar. Entre as grades, arquitecta labirintos de vidro e espelho, esconderijos.
Com melodias de veludo, adormece-me para depois me poderes prender.
Com melodias de veludo, adormece-me para depois me poderes prender.
Monday, 9 March 2009
Recados de bolso
Disse-me para te dizer: que passou por ti e não te viu. Que se escondeu atrás do passo apressado que inventou no momento. Assim, como um desenho traçado numa folha de papel em cima do joelho. Disse que: baixou os olhos e deixou o olhar perdido. Algures. Que não se deixou acordar. Poderia, mas preferiu o frenesim que lhe causas quando te tenta evitar. Pediu ainda que te dissesse: carregava com ela o cinzel. Aquele que marca os momentos, os tempos tímidos. Que param por não saberem andar. E que: despediu-se mais um pouco. Até ao próximo desencontro.
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